sexta-feira, 15 de fevereiro de 2013

Convenção do PMDB e partidos aliados define chapa da situação para a eleição suplementar de 07/04/2013 na Serra do Mel Rn.


Definido os nomes de Fabio Bezerra o “Fabinho” (PMDB), e Erivaneide Zacarias (PP), como candidatos a prefeito e vice-prefeito respectivamente para disputar as eleições suplementares do dia 7 de abril em Serra do Mel.
A definição dos nomes dos representantes do sistema governista aconteceu nas convenções partidárias realizadas no final da tarde de ontem (15), na sede da Câmara municipal de Serra do Mel.
A coligação que será encabeçada pelo prefeito interino de Serra do Mel é formada por nove partidos. O grupo governista formado pelo: PMDB, PP, PSDB, PR, PV, PSD, PRB, PSL e PTC.

Lideranças , aliados e ex-adversários juntos ao povo aclamam dona francisca em convenção. .


 O Vereador mais votado na Serra do Mel Rn na eleição do dia 07/10/2012  Juninho Maia e seu pai Euzébio vãoi caminhar junto com o povo da Serra,  ao lado de Francisca candidata do PT e partidos coligados (PTB e PC do B). Na eleição de 07/04/2013.


sexta-feira, 15 de fevereiro de 2013


Juninho Maia e Euzébio Maia aderem ao PT

O vereador mais votado nas eleições de 07 de outubro, Juninho Maia (PPS) acaba de confirmar a adesão à campanha petista. Juninho foi eleito na coligação governista e já havia se afastado do grupo declarando independência junto com outros aliados. Junto com Juninho Maia está vindo o ex-vereador por três mandatos e ex-presidente da câmara Euzébio Maia.

Os dois estiveram à pouco na casa de Manoel Cândido e confirmaram para Dona Francisca a adesão. Esses últimos movimentos expõem as dificuldades da campanha governista que não consegue conter os aliados e apresenta dificuldades até mesmo para formar a chapa. Tanto o Paulo Silas, como Euzébio Maia e o Juninho Maia eram cotados para vice na chapa do PMDB e todos desistiram para seguir o projeto oposicionista, acompanhando a chapa Dona Francisca e Ceicinha do PT. Também há uma dificuldade

As últimas informações da convenção do PMDB (que acontece neste momento) indicam que o candidato a prefeito mudou novamente e será Fabinho Bezerra e Erivaneide como vice.

quinta-feira, 14 de fevereiro de 2013


Convenção petista é marcada por grande participação popular e adesão de ex-adversário

Terminou há pouco a convenção da coligação dos partidos de oposição PT, PTB e PC do B que definiu a Sra. Francisca Cândido e Ceicinha como candidata a prefeita e vice, respectivamente, de Serra do Mel para o pleito de 07 de abril de 2013. O evento aconteceu na quadra de Raimundo Júnior na Vila Rio Grande do Norte, mas o local se tornou pequeno devido a grande presença da militância dos partidos aliados. Os organizadores estimam em 600 pessoas presentes ao evento. Entre as autoridades presentes estiveram a Deputada Federal Fátima Bezerra, o Deputado Estadual Fernando Mineiro, o presidente estadual da CUT José Rodrigues, Presidente da FETARN Ambrósio Lins, presidente da FETAM Gilberto Diógenes, Vice prefeito de Messias Targino Pôla, vereadores do PT de todo o estado e representantes dos municípios vizinhos como Mossoró, Carnaubais, Ipanguaçu, Baraúnas e Campo Grande.


















Adesão

Outro grande destaque da convenção foi a adesão de Paulo Silas (PR) ex-candidato a vice prefeito na chapa peemedebista. Paulo Silas disputou a campanha de 07 de outubro último na chapa adversária do PT e hoje confirmou sua saída do grupo situacionista para apoiar a projeto da esposa de Manoel.





1ª vez

A candidata a prefeita Dona Francisca Cândido estreou no palanque e empolgou os presentes com um discurso claro e objetivo. Teve sua fala interrompida quatro vezes por aplausos e gritos efusivos da militância. Ao final do discurso foi aplaudida de pé pelos presentes no local.








As atenções agora se voltam para a convenção do PMDB neste dia 15. Segundo informações preliminares ainda existem dúvidas de que chapa será apresentada aos filiados. Nas últimas horas tem ganhado força os nomes de Dona Lúcia candidata a prefeita e a vereadora Erivaneide como vice.

quarta-feira, 13 de fevereiro de 2013


Convenção do PT em Serra do Mel

Convocamos os prefeitos, prefeitas, vereadores, vereadoras, dirigentes partidários, e forças políticas e militantes de todas as regiões do estado a comparecerem na Convenção do PT de Serra do Mel, que irá homologar a candidatura à prefeitura da companheira Francisca, esposa de Manoel Cândido.
É um momento importante para demonstrarmos união e força partidária perante à oposição. Contamos com sua participação! Ela é muito importante na construção desse projeto político para o município de Serra do Mel.
CONVENÇÃO SERRA DO MEL

terça-feira, 12 de fevereiro de 2013

Gestor público empregado do povo. Prefeito o povo é seu patrão.




OS 10 PECADOS CAPITAIS DO GESTOR PÚBLICO

Sérgio Roberto Bacury de Lira ( * )

Este artigo é resultado de uma palestra proferida para os alunos do Curso de Gestão de Órgãos Públicos da UNAMA, no último dia 22 de outubro, na disciplina ministrada pelo Prof. Lucival Teixeira. A temática abordada procura mostrar como os gestores públicos – aqueles que dirigem os órgãos públicos, indistintamente do grau hierárquico de sua função – ainda vêm se comportando e tomando as suas decisões gerenciais mesmo após a implantação da Lei de Responsabilidade Fiscal (LC nº 101/2000).
O tema procura fazer uma analogia, por um lado, aos princípios dos 10 mandamentos contidos na Bíblia, no sentido de que o não atendimento de qualquer um desses princípios levaria o homem a cometer um pecado e, por outro lado, à definição do que a religião entende por pecado capital – é assim chamado por dar origem a inúmeros outros pecados e se constitui na raiz de onde brotam vários outros vícios.
A idéia básica contida neste artigo é a de que uma adequada gestão pública tem que se apoiar nos seguintes pilares: planejamento, transparência, controle e responsabilidade. Estes também são os pilares que balizam a Lei de Responsabilidade Fiscal. Evidentemente que além desses princípios ainda é imprescindível que o gestor atue com ética, o que balizará o seu comportamento perante à sociedade que representa.
1º Pecado - O gestor público não programa as suas ações de forma planejada, mas sim as concebe no dia-a-dia, conforme a urgência de cada situação.
Qualquer ação requer planejamento, sob pena de não se alcançar a meta pretendida. No setor público isto é imprescindível, pois as demandas da sociedade em geral são maiores do que a capacidade de atendimento do estado. A Lei de Responsabilidade Fiscal trata esta questão de forma especial, obrigando o gestor público a adotar mecanismos que garantam efetivamente o exercício do planejamento. Para tanto, condiciona com que a ação pública seja planejada através dos seguintes instrumentos legais: o Plano Plurianual (PPA), a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) e a Lei Orçamentária Anual (LOA).
Como esses instrumentos se transformam em documentos formais, inclusive exigidos pelos Tribunais de Contas, são elaborados de acordo com o que exige a legislação. Ocorre que por si só não garantem com que a ação pública seja efetivamente realizada de forma planejada. O que ocorre no dia-a-dia de um gestor público, principalmente na esfera municipal, é que a sua ação não é balizada ou apoiada no que está contido nesses instrumentos, ou então que a sua ação somente seja iniciada após a verificação de que a mesma faça parte da sua programação contida nesses instrumentos. O gestor público normalmente vai fazendo acontecer as coisas de acordo com o que está contido na sua cabeça ou dependendo da emergência da situação, e depois a sua área técnica ou o escritório de contabilidade é que dêem o jeito para enquadrar essas ações nesses instrumentos, de forma tal que pareça que foi programado antecipadamente de acordo com o espírito da lei, e que não dê motivos para punição por parte dos Tribunais de Contas.
2º Pecado - O gestor público não dá importância ao orçamento público, concebendo-o como entrave burocrático à sua administração.
Nenhuma pessoa consegue planejar e/ou efetivar seus gastos sem possuir um orçamento. Assim ocorre também no setor público. A legislação exige que para cada despesa a ser realizada ela tem que estar programada no orçamento. O orçamento, todavia, não se resume apenas à disponibilidade financeira que o gestor público possui naquele exercício, mas diz respeito à sua programação de trabalho. Hoje, não é mais possível iniciar novos projetos sem que estes estejam contidos no orçamento, da mesma forma que não se pode incluí-los no orçamento sem que o gestor comprove que isto não afetará a continuidade dos que já se encontram em andamento. Aliás, nada disto será permitido se o gestor não comprovar que a inclusão desses novos projetos não afetará também as despesas de manutenção e conservação do patrimônio público.
Por conta disso e de outras normas legais (como os limites mínimos de despesas em diversas áreas), o gestor público cria uma verdadeira aversão pelo orçamento. O orçamento nunca é visto como um instrumento que pretende organizar e facilitar a ação do gestor, mas sempre como um entrave à sua administração. Procedimentos necessários para que se ocorra a autorização de qualquer despesa no setor público, como a verificação de disponibilidade orçamentária e financeira, são vistos como burocráticos e desnecessários. O gestor público efetiva as despesas e somente após o recebimento das notas fiscais é que a contabilidade procede o seu empenho e a conseqüente inserção da mesma no orçamento. Em vez da despesa ocorrer na seqüência empenho-liquidação-pagamento, na prática ocorre na forma inversa: pagamento-empenho, deixando de ter sentido a fase da liquidação. E, algumas vezes, somente após isto é que se procede as suplementações orçamentárias. Isto ocorre sobretudo na esfera municipal, face a inexistência de um sistema que obrigue o cumprimento das fases da despesa. Se dependesse da vontade de alguns gestores públicos, o documento que contém o orçamento seria literalmente rasgado.
3º Pecado - O gestor público não gosta de descentralizar decisões, pois entende que isto significa perda de poder.
O fundamento básico de uma administração eficiente é que esta funcione de forma integrada, compartilhando decisões entre os seus membros, dado o princípio do planejamento estratégico. Na administração pública não se trabalha sozinho, decorrendo o resultado de qualquer ação governamental da ação coletiva de um conjunto de pessoas ou, no mínimo, de uma determinada equipe de trabalho. Ocorre que as decisões não são totalmente descentralizadas em sua estrutura hierárquica, visto que para o gestor público descentralizar significa transferir o poder da decisão para outrém, ou seja, significa perda de poder político.
Como, em geral, o gestor público procura garantir a sua sobrevivência através do poder político, ocorre que, além de normalmente as decisões políticas se sobreporem sobre as decisões técnicas, em inúmeras situações acaba o gestor concentrando também as decisões técnicas, dificultando a eficácia operacional da sua própria administração.
4º Pecado - O gestor público não investe em capacitação e nem tampouco busca as melhores referências profissionais. O seu foco é político e não técnico.
Uma administração eficiente precisa contar com os melhores profissionais. Um gestor precisa e deve compor a sua equipe de trabalho com pessoas que vão lhe ajudar tecnicamente da forma melhor possível. Existe um provérbio de que um administrador inteligente é aquele que compõe a sua equipe com pessoas mais inteligentes do que ele, pois isto lhe possibilitará assimilar mais conhecimentos.
O que ocorre, na prática, é que a maioria dos gestores públicos procura formar a sua equipe de trabalho a partir de um critério político e não técnico. Em geral, os gestores procuram abrigar nos cargos existentes pessoas que fazem parte do seu grupo político, não procurando trazer para a gestão pública as melhores referências profissionais existentes no mercado. Além do mais, não procuram investir em capacitação e reciclagem profissional, pois normalmente entendem que isto se constitui em despesa (desnecessária)  e não em investimento para a melhoria do atendimento do setor público. Como conseqüência, a administração pública evidencia-se ineficiente e sem compromisso com a qualidade dos serviços prestados à sociedade.
5º Pecado - O gestor público tem receio de ser transparente, pois teme ser questionado sobre as suas ações.
Com a implantação da Lei de Responsabilidade Fiscal, tornou-se obrigatório o exercício da transparência das ações desenvolvidas por qualquer gestor público. A gestão fiscal – controle das receitas e despesas públicas, deve ser acompanhada pela sociedade, devendo os gestores públicos disponibilizarem as informações relativas às receitas e gastos efetuados através de publicação e divulgação, inclusive por meio eletrônico.
Até a presente data são raros os casos de divulgação das informações fiscais por parte da administração pública. Em geral, no final de cada exercício são publicados relatórios resumidos de execução orçamentária, mas em uma linguagem técnica que nenhum leigo no assunto consegue entender. Na verdade, não há interesse dos gestores públicos em disponibilizar essas informações de forma desagregada e por períodos contínuos, pois isto permitirá com que os segmentos organizados da sociedade possam avaliar criticamente a sua administração. Em suma, os gestores não se esforçam para serem transparentes no trato da coisa pública.
6º Pecado - O gestor público não tem o hábito de socializar informações e de utilizá-las em sua estratégia de ação.
A informação é a base do conhecimento humano. Na gestão pública a informação é de fundamental importância para a tomada de decisões. Do ponto de vista técnico, tomar uma decisão sem que esta esteja balizada por informações acerca da situação, resultará em uma ação ineficaz. É como se fosse necessário ex-ante uma fotografia da situação, para que a partir de sua análise minuciosa sejam tomadas todas as decisões técnicas e/ou políticas.
Devido a falta de uma ação planejada, e às vezes em decorrência da deficiência técnica da equipe de trabalho, não são produzidas informações para a tomada de decisões na gestão pública. Em geral, não se produzem indicadores de avaliação e desempenho e, mesmo quando existem não são utilizados como parâmetros de condução da coisa pública. Isto dificulta o acompanhamento da gestão administrativa por parte da sociedade, pois as informações não são disponibilizadas nem tampouco socializadas para todos.
7º Pecado - O gestor público fica tentando inventar a roda, quando poderia aperfeiçoar e adequar para a sua realidade situações já existentes.
A demanda da sociedade por ações concretas do setor público em prol da melhoria da qualidade de vida exige, sobretudo, criatividade. A inovação e o aperfeiçoamento tecnológico é vital no setor privado, pois nesse setor o conhecimento e o domínio tecnológico condicionam a competição entre as empresas. No setor público, entretanto, não existe essa preocupação. Para os gestores públicos o importante é que existam condições concretas para que as ações efetivamente ocorram.
Todavia, nessa ânsia de fazer as coisas acontecerem e, principalmente, de serem inéditos em sua ação, não buscam conhecer e adequar para a sua realidade situações ou ações já implementadas em outros lugares e por outros administradores. Ou então, quando conhecem essas experiências, procuram não copiá-las ou adotá-las em sua administração, visto que isto poderia significar falta de iniciativa política. Por conta disso, ficam tentando inventar a roda, quando na maioria das vezes a roda já foi inventada.
8º Pecado - O gestor público ainda não acredita que será punido se cometer erros ou prejuízos à sociedade.
A Lei de Responsabilidade Fiscal introduziu novos conceitos na administração pública, principalmente no que diz respeito ao binômio probidade/eficiência. Em outras palavras, explicitou a necessidade de que a ação pública ocorra baseada nos princípios da moralidade, do combate à corrupção, e do alcance de resultados concretos. Para tanto, introduziu também mecanismos de punição para os maus gestores ou gestores ineficazes do ponto de vista administrativo.
Ocorre que mesmo depois da existência dessa Lei ainda predomina o sentimento da impunidade para o gestor público. Na prática, pelo simples fato de que cometer erros ou prejuízos à sociedade não leva ninguém para a cadeia, faz com que o gestor não se preocupe com a justiça, nem mesmo com os Tribunais de Contas. Além do mais, quando um político é reconduzido ao poder por meio do sufrágio universal mesmo depois de ser acusado publicamente por atos ilícitos, isto estimula e reforça o sentimento da impunidade, dificultando a existência de gestores com condução administrativa e política correta.
9º Pecado - O gestor público administra a coisa pública como se fosse uma administração doméstica e baseada em contabilidade de botequim.
A ausência de planejamento na gestão pública, assim como de decisões descentralizadas, de trabalho em equipe, e de outros procedimentos basilares de qualquer administração, faz com que o gerenciamento da coisa pública ocorra como se fosse uma administração doméstica. O gestor conduz o setor público como se estivesse gerenciando a sua própria casa, não vendo necessidade de prestar esclarecimento às outras pessoas, ou seja, à sociedade.
Por outro lado, por falta de planejamento e controle nas despesas públicas, e até mesmo por não utilização de, no mínimo, um cronograma de desembolso financeiro mensal, ocasiona com que a contabilidade seja igual a de um botequim, isto é, tudo que entra de receita sai automaticamente como despesa, incorrendo com que nos períodos em que a receita é menor surjam inúmeros problemas para a quitação de dívidas junto aos credores.
10º Pecado - O gestor público não se preocupa em ser responsável do ponto de vista legal, mas sim em ser eficiente do ponto de vista político.
A Lei de Responsabilidade Fiscal só permite que o gestor público não cumpra as determinações impostas para a contagem de prazos, os valores mínimos a serem investidos, o pagamento da dívida pública, o valor máximo permitido com a folha de pagamento de pessoal, o atingimento dos resultados fiscais e a limitação de empenho, quando ocorrer uma calamidade pública, estado de defesa ou de sítio. Não existindo essas situações, é dever do gestor administrar a coisa púbica com probidade, seriedade, competência e eficiência.
Todavia, o gestor público não está preocupado em ser responsável sob o ponto de vista da legislação, pois dentre outros motivos isto condicionará com que ele se sinta limitado e impedido de conduzir as suas ações da forma como deseja e age. A sua intenção é ser eficiente do ponto de vista político, pois atendendo aos apelos e à demanda manifestada por seus pretensos eleitores, garante-lhe a possibilidade de recondução e sobrevivência política.
A existência desses pecados capitais não incrimina o papel desempenhado pelos gestores públicos, da mesma forma que a existência de pecados na Bíblia não condena o ser humano a ser um eterno pecador. Na verdade, tanto lá quanto cá, a sua existência é a certeza da possibilidade de que a qualquer momento alguém poderá cometer um pecado. O gestor público, de espírito tão frágil como qualquer ser humano, sempre está propenso a cometer, pelo menos, um desses pecados. Aliás, quem já não cometeu algum desses pecados?  Portanto, qualquer semelhança não é mera coincidência.

sábado, 9 de fevereiro de 2013

Como conviver com as SECAS que castiga o Nordeste do Brasil.



BRASIL

No Nordeste, política de convivência com o semiárido substitui combate à seca

O semiárido brasileiro enfrenta a pior seca dos últimos 40 anos, e os sertanejos ainda continuam sofrendo com a estiagem. Sociedade civil e governo federal investem agora em políticas de convivência com o semiárido.
Trata-se da 72ª grande estiagem registrada em mais de 500 anos de história, segundo dados da Articulação pelo Semiárido (ASA), rede formada por mais de 750 organizações da sociedade civil, que atuam na gestão e no desenvolvimento de políticas de convivência com a região semiárida.
No entanto, até bem pouco tempo, em vez de disseminar políticas de "convivência com o semiárido", o governo federal empreendia o "combate à seca" – e isso desde que o imperador Dom Pedro 2° autorizou a construção do açude do Cedro, uma das primeiras grandes obras públicas de combate à estiagem, em 1880, passando pela fundação do atual Departamento Nacional de Obras contra a Seca (Dnocs), em 1909, e, na segunda metade do século 20, da Superintendência de Desenvolvimento do Nordeste (Sudene), do Banco do Nordeste do Brasil (BNB) e outros órgãos.
Em entrevista à DW Brasil, Cícero Péricles, professor da pós-graduação em economia aplicada na Universidade Federal de Alagoas e autor de várias publicações sobre economia regional, disse que, "até a década de 1980, a estratégia central de todos os programas era a criação de infraestrutura hídrica, industrial, de estradas para desenvolver o Nordeste e, a partir dessa riqueza, enfrentar a seca".
E para o coordenador da Articulação pelo Semiárido na Bahia, Naidison Baptista, tais políticas de combate à seca "sempre se aproveitaram dos momentos de estiagem para enriquecer os que já são ricos, para aumentar o poder dos que já têm poder, e para deixar sem poder, sem recurso e sem acesso aos bens o que estão na miserabilidade do Brasil de hoje."
Açude do Cedro, no Ceará, foi uma das primeiras obras de combate à seca no Nordeste
Perda de rebanho
Nesse contexto, muitos erros foram cometidos. A prova disso está nas dificuldades ainda enfrentadas pelos habitantes do semiárido, principalmente durante o longo período de falta de chuvas deste ano. No Ceará, um dos estados mais atingidos pela atual seca, mais de 40% da produção de leite está perdida; o rebanho de gado do semiárido está morrendo ou sendo vendido, enquanto milhares de nordestinos buscam trabalho, de forma permanente ou temporária, em outras regiões do país.
Paulo Helder, vice-presidente da Federação de Agricultura e Pecuária do Estado do Ceará (Faec), disse que devido a programas como Bolsa Família e Bolsa Estiagem, criados pelo governo federal, a situação das pessoas está relativamente resolvida. "É por isso que não se está vendo a invasão de cidades pelos flagelados famintos." Mas os rendimentos do produtor rural foram totalmente afetados, porque ele não tem outra renda a não ser a ajuda do governo.
Paulo Helder diz que no sertão 'de verde, só se veem o juazeiro e a jurema'
"E, quanto ao rebanho, vemos a morte de muitos animais, de fome e sede, porque há regiões onde falta água e comida devido à longa estiagem. Se você anda pelo sertão, vê que não tem mais nada para se comer. De verde, só se veem o juazeiro e a jurema", declarou Helder em entrevista à DW Brasil.
Segundo ele, um dos maiores problemas é que são necessários cinco anos para se formar um rebanho produtor de leite. Assim, mesmo depois das primeiras chuvas, o Ceará vai precisar de três a quatro anos para produzir a mesma quantidade de leite que produzia antes.
Frente à estiagem prolongada, já em junho deste ano a presidente Dilma Rousseff anunciou que o governo federal iria investir 2,7 bilhões de reais em ações emergenciais para combater a seca na Região Nordeste e no norte de Minas Gerais. Tais ações incluiriam a contratação de caminhões-pipa, a construção de cisternas e benefícios fiscais.
Segundo Helder, o abastecimento de água para a população está sendo feito por caminhões-pipa através da Operação Carro-Pipa, coordenada pela Defesa Civil e pelo Exército. No entanto, a operação não tem capacidade de atender todas as comunidades e há locais em que as prefeituras também estão disponibilizando carros-pipa para ajudar a equipe do Exército.
Obras de armazenamento
Naidison Baptista é coordenador da ASA na Bahia e dirige o programa Um Milhão de Cisternas
Assim, além dos proprietários de carros-pipa, que em épocas de seca chegam a dobrar o preço cobrado das prefeituras, também os políticos se beneficiam da chamada "indústria da seca". Em entrevista à DW Brasil, o coordenador da ASA, Naidison Baptista, disse que quem lucra com a política de combate à seca são os políticos. "Ao trazer água no carro-pipa, eles marcam o carro com seus nomes, abordam as pessoas na busca de que elas troquem seus votos por água; ou seja, há um desrespeito profundo dos direitos das pessoas."
Baptista disse ainda que outra dimensão da política de "combate à seca" são as grandes obras de armazenamento de água. "O Nordeste, o semiárido tem imensos açudes", disse Baptista, acrescendo, no entanto, que essas grandes obras sempre foram construídas nas fazendas dos grandes proprietários. E quando passa a seca, aqueles açudes passam a ser propriedade dos fazendeiros e a população não tem acesso à água, acresceu.
Segundo Péricles, no Nordeste há reservatórios suficientes para abastecer todo o semiárido. Ele diz que 20% da água estocada no Nordeste atenderia plenamente todas as necessidades – tanto o consumo quanto a produção. "Mas a distribuição da terra e a distribuição da água continuam sendo uma distorção no semiárido."
Transposição do São Francisco
No contexto das obras de combate à seca do governo federal está a controversa transposição do rio São Francisco. O rio representa 70% dos recursos hídricos da região e a transposição vai interligar sua bacia hidrográfica com bacias no Nordeste Setentrional. Para a ASA, no entanto, esta é mais uma obra que irá concentrar a água nas mãos de poucos, "não tem nada de redenção do Nordeste".
Para Péricles, "a transposição é uma obra que terá um impacto muito reduzido diante dos recursos que estão investindo nela, porque ela não resolve a questão central, que é levar a água já reservada para a agricultura familiar. "
Agricultora nordestina colhe hortaliças após obter acesso à água
"A transposição vai servir para abastecer parte da população urbana e há um fato importante no Nordeste que talvez até explique o projeto: hoje, 70% da população do semiárido vive em áreas urbanizadas. Há certa confusão porque a imagem estabelecida é de um semiárido agrícola, essencialmente rural. E não é mais assim. Dois terços da população já vivem em cidades", explicou o professor
Ou seja, ela não é uma obra destinada à agricultura familiar, aquela que mais sofre durante os períodos da seca. "A transposição vai levar água para açudes, para áreas de agronegócios, para áreas urbanizadas", concluiu.
Água, mas não terra para todos
Cícero Péricles é especialista em economia regional
Em julho de 2011, o governo federal criou o Programa Água para Todos, destinado a promover, segundo o governo, a universalização do acesso à água em áreas rurais para consumo humano e para a produção agrícola e alimentar.
No entanto, o acesso à terra, ou seja, uma reforma fundiária ampla e necessária, ainda não está nos planos do governo federal.
Segundo o professor de economia, "o acesso à terra continua sendo um grave problema do semiárido nordestino, porque ele é herdeiro de um passado baseado principalmente na pecuária de grande extensão, que convivia com a chamada agricultura de subsistência e que mantém uma forma de organização antiquada, com problemas de acesso à terra, dado o tamanho da área ocupada pelo semiárido nordestino."
Essa agricultura familiar, baseada na produção de milho, feijão e na criação de pequenos animais, envolve 1,7 milhão de famílias no semiárido nordestino, disse o professor. "E quando a seca acontece, ela tem um grande impacto sobre essas famílias porque elas não acumularam nada."
"Daí a necessidade de políticas de transferência de renda e garantias sociais, aliás, como é comum em quase todas as regiões semiáridas. Por exemplo, na Espanha, na Andaluzia, essa política é eficiente, e também em regiões secas nos EUA e na Austrália. Isso não é nenhuma descoberta nacional, nenhuma descoberta brasileira", declarou Péricles à DW Brasil.
Para ele, o dinheiro de programas sociais como Bolsa Família e Bolsa Estiagem e da previdência rural garantem uma renda mínima e a sobrevivência em tempos de estiagem. E como esse volume de dinheiro é muito pouco, ele não inibe a produção, mas é complementar.
Convivência com o semiárido
Baptista disse existir três tipos de agricultores no semiárido: aqueles que já têm acesso a processos de convivência com o semiárido – esses estão atravessando a seca com mais facilidade; os que não têm acesso a nenhuma tecnologia e só têm acesso à cisterna de consumo humano – "esses estão vivendo melhor do que em outras secas, mas ainda com muita dificuldade, porque não têm alimento nem água para os animais"; e aqueles que não têm acesso a nada – "esses estão pura e simplesmente no Bolsa Família e no Bolsa Estiagem."
Um dos programas-chave da ASA e que hoje faz parte da política do governo federal são as cisternas. Incluindo as construídas pela ASA e as construídas pelo governo dos estados, por consórcios e outros parceiros do governo federal, já existem cerca de 650 mil cisternas no semiárido, levando água potável a 3 milhões pessoas, disse Baptista.
Em frente a uma cisterna de placa, uma família nordestina comemora o sucesso da água
No entanto, para que uma família tenha acesso à tecnologia de produção que lhe permita o posterior armazenamento de alimentos, é necessária uma parcela mínima de terra onde ela possa trabalhar. Na leitura da ASA, as políticas do governo de transferência de renda não são más. "Mas elas devem ser entendidas como provisórias e não definitivas." Segundo Baptista, "o definitivo vai estar na educação, no acesso à terra, no acesso ao crédito, na assistência técnica, em programas de geração de renda."
"Como na Europa se convive com a neve, se convive com o frio, se convive com as mais diferentes circunstâncias, aqui também nós podemos conviver com um espaço de menos água, com um espaço de mais sol, com um espaço diferente, e isso depende de políticas adequadas", afirmou o coordenador da ASA.
Você poderá ler as entrevistas completas nos links abaixo do artigo
Autor. Carlos Albuquerque
Revisão: Alexandre Schos

sexta-feira, 8 de fevereiro de 2013

Eleitor cidadão é aquele que verdadeiramente tem domicilio na nossa SERRA DO MEL RN.

Atitude Correta deve ser aplaudida. Parabéns  pela atitude Ministra.



Aprovada revisão biométrica em quarenta municípios do Rio Grande do Norte

EXTRAÍDO DE: TRIBUNAL REGIONAL ELEITORAL DO RIO GRANDE DO NORTE - 42 MINUTOS ATRÁS

Nesta quinta-feira (7), a Corregedora-Geral da Justiça Eleitoral, Ministra Nancy Andrighi, aprovou a realização de revisão biométrica nos municípios de Água Nova, Almino Afonso, Areia Branca, Assú, Baraúna, Barcelona, Brejinho, Carnaubais, Ceará-Mirim, Encanto, Equador, Extremoz, Francisco Dantas, Frutuoso Gomes, Governador Dix-Sept Rosado, Grossos, Ipanguaçu, Itajá, Lagoa de Velhos, Lagoa Salgada, Lucrecia, Maxaranguape, Monte Alegre, Mossoró, Natal, Parelhas, Pau dos Ferros, Porto do Mangue, Pureza, Rafael Fernandes, Rafael Godeiro, Riacho de Santana, Rio do Fogo, Ruy Barbosa, Santana do Seridó, São Francisco do Oeste, São Tomé, Serra do Mel, Tibau, Vera Cruz.
A revisão, que acontecerá nos anos de 2013 e 2014 e contemplará cerca de um milhão de eleitores, será obrigatória para todos aqueles inscritos nas localidades mencionadas e para os que quiserem nelas votar, ressalvada a comprovação do domicílio eleitoral.
Oportunamente, os prefeitos dos municípios envolvidos na revisão serão chamados ao Tribunal Regional Eleitoral do Rio Grande do Norte para apresentação do projeto e da logística para sua consecução.

Convite das Convenção do PT em Serra do Mel

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Convocamos os prefeitos, prefeitas, vereadores, vereadoras, dirigentes partidários, e forças políticas e militantes de todas as regiões do estado a comparecerem na Convenção do PT de Serra do Mel, que irá homologar a candidatura à prefeitura da companheira Francisca, esposa de Manoel Cândido.
É um momento importante para demonstrarmos união e força partidária perante à oposição. Contamos com sua participação! Ela é muito importante na construção desse projeto político para o município de Serra do Mel. Segue abaixo o convite.
CONVENÇÃO SERRA DO MEL

quinta-feira, 7 de fevereiro de 2013

Os profetas do tempo estão observando a natureza e diz que em 2013 vai chover mais do que em 2012 no nordeste do Brasil.






Profetas da Chuva se reúnem e discute o Inverno 2013


profetas 03Este é o 5° Encontro dos Profetas da Chuva, homens e mulheres que observam os sinais da Natureza e traduzem o que esses sinais dizem sobre a previsão das chuvas. O encontro aconteceu na localidade Tapera dos Vital durante todo o dia deste domingo (27) e contou com a presença de oito profetas. Infelizmente nenhuma profetiza esteve no encontro desta vez. O evento é realizado pelo Centro de Formação Mandacaru de Pedro II através da antropóloga Adeodata dos Anjos.
Este já é o quinto encontro dessas sábias pessoas que aprenderam com seus pais ou avós a traduzir o que plantas e animais mostram sobre a previsão das chuvas. Até alguns anos atrás não havia apresentadores em TVs falando sobre a previsão do tempo. Com o passar dos anos o agricultor aprendeu com a natureza a ler o tempo. Essa leitura vai desde um pássaro, formigas, plantas até o vento. Isso se tornou ato cultural pela necessidade do próprio povo para que ele criasse seu meio de se prevenir e assim poder planejar a produção de sua roça. Essas leituras foram passando de pais para filhos e hoje mesmo com toda a tecnologia e acesso a in formação o agricultor não abre mão de fazer sua leitura do tempo.
Há inclusive Entidades como o Mandacaru que se interessa em unir essas pessoas para que elas possam dividir umas com as outras suas observações sobre o inverno vindouro. E assim tem sido nos últimos cinco anos.
profetas 02
Previsões para o inverno de 2013 segundo os Profetas
A proposta do Encontro dos Profetas da Chuva não é criar disputa entre eles de quem sabe mais tão menos se compararem com os Institutos de Meteorologias. Mas sim debaterem suas idéias e assim passar para as pessoas que tenham interesse por esta informação o que eles perceberam para o inverno. A Imprensa esteve presente para registrar e divulgar os resultados desse Encontro.
As observações, claro não foram iguais e nem poderia ser mesmo afinal são previsões e cada um tem seu jeito de observar a natureza.
Porém, na fala da maioria dos profetas se percebeu dois pontos interessantes. O primeiro foi que o inverno de 2013 será melhor do que foi 2012. O segundo ponto foi que o período mais chuvoso desse inverno deve acontecer nos meses de março e abril. Em se conformar essa observação será um ano melhor para produzir alimentos da agricultura familiar. Vamos aguardar e torcer que eles tenham traduzido a mensagem da natureza com fidelidade. A natureza pode mudar o tempo até duas horas antes daquilo que estava previsto. Mas, os profetas da chuva já acertaram muitas outras vezes.
O encontro dos profetas este ano teve um trabalho de grupo em que os participantes puderam responder a seguinte pergunta. Diante do que vimos e ouvimos nesse encontro que ações podemos trabalhar no nosso semiárido para a convivência com futuras estiagens? Foram várias as respostas que podem ser conferidas nos programas do Mandacaru na Matões FM sempre as terças feiras às 18 horas pois foram gravadas. Entre elas teve respostas como a criação de pequenos animais, produzir em roças orgânicas e armazenar água no período de chuvas.